Retirado de http://www.coladaweb.com/educacao-fisica/paraolimpiadas
Paraolimpíadas
As pessoas com deficiências tradicionalmente discriminados pela
sociedade, e desmotivados pela sua própria condição existencial, têm nas
paraolimpíadas uma oportunidade para elevar sua
autoestima, direta ou indiretamente, além de provar para todos o seu
valor como atleta e cidadão.
Desde a XVI Olimpíada, realizada em Roma, em 1960, imediatamente após
as Olimpíadas, e nas mesmas instalações são realizados as
Paraolimpíadas ou os Jogos Paraolímpicos. Em Roma, a I Paraolimpíada
teve a participação de 400 atletas e 23 delegações. As Paraolimpíadas
vem crescendo também de prestígio junto à mídia, e proporcionando
oportunidades de competição esportiva para aqueles que, superando as
inúmeras dificuldades, treinaram duramente para o evento internacional.
Em 2012 será realizada em Londres e em 2016 será realizada no Rio de Janeiro, Brasil.
História das Paraolimpíadas
Para
portadores de deficiências físicas, o esporte adaptado só teve início
oficialmente após a Segunda Guerra Mundial, quando muitos soldados
voltavam para casa mutilados. As primeiras modalidades competitivas
surgiram nos Estados Unidos e na Inglaterra. Nos Estados Unidos surgiram
as primeiras competições de Basquete em Cadeiras de Rodas, Atletismo e Natação,
por iniciativa da PVA (Paralyzed Veterans of América). Na Inglaterra, o
neurologista e neurocirurgião alemão Ludwig Guttmann, que cuidava de
pacientes vítimas de lesão medular ou de amputações de membros
inferiores, teve a iniciativa de fazer com que eles praticassem esportes
dentro do hospital.
Em 1948,o neurocirurgião aproveitou os XVI Jogos Olímpicos de Verão
para criar os Jogos Desportivos de Stoke Mandeville. Apenas 14 homens e
duas mulheres participaram. Já em 52, os Jogos de Mandeville ganharam
projeção, contando com a participação de 130 atletas portadores de
deficiência. Tornou-se uma competição anual.
Em 1958, quando a Itália se preparava para sediar as XVII Olimpíadas
de Verão, Antonio Maglia, diretor do Centro de Lesionados Medulares de
Ostia, propôs que os Jogos de Mandeville do ano de 1960 se realizassem
em Roma, após as Olimpíadas. Aconteceram então os primeiros Jogos
Paraolímpicos, as Paraolimpíadas. A competição teve o apoio do Comitê
Olímpico Italiano, e contou com a participação de 240 atletas de 23
países.
Com o sucesso dos jogos o esporte se fortaleceu e fundou-se a
Federação Mundial de Veteranos, a fim de discutir regras e normas
técnicas. Ao longo dos anos, a competição foi crescendo muito. Por
problemas de organização, as Paraolimpíadas de 1968 e 1972 ocorreram em
cidades diferentes da sede das Olimpíadas, constituindo excessões na
história dos Jogos Paraolímpicos. Em 1988, em Seul, os jogos voltaram a
ser disputados na mesma cidade que abriga as Olimpíadas. O primeiro ano
de participação brasileira foi 72.
As Paraolimpíadas são disputadas a cada quatro anos, nos mesmos
locais onde são realizadas as Olimpíadas, usando a mesma estrutura
montada para os atletas olímpicos. São 19 modalidades em disputa por
atletas portadores de deficiências, divididos em categorias funcionais
de acordo com a limitação de cada um, para que haja equilíbrio.
Paraolimpíadas: a superação do limite
Contudo, a maior glória das olimpíadas dos deficientes não está
somente na conquista de medalhas e na própria competição, está sobretudo
no exemplo que esses atletas passam para centenas de milhares que vivem
estigmatizados por suas deficiências físicas e mentais e sem
perspectivas em suas casas. Mesmo quem não aspira ser atleta, pelo menos
pode encontrar inspiração e coragem em acompanhar as notícias, onde
termina se identificando com aqueles que superaram as inúmeras
dificuldades com muita luta, coragem, persistência e dedicação por algum
esporte. Saber que há pessoas que apesar das dificuldades de toda ordem
foram à luta e venceram no esporte, pode irradiar otimismo, levantar a
auto-estima e reorientar as perspectivas em muita gente.
A famosa frase do Barão de Coubertin, hoje desgastada nas olimpíadas,
parece ganhar mais sentido como slogan dos atletas paraolímpicos, pois
eles sabem e sentem que realmente “o importante não é ganhar uma
medalha, mas simplesmente competir”. O atleta paraolímpico antes de
competir nacional e internacionalmente teve que competir com ele mesmo;
sem dúvida, superar esse primeiro obstáculo subjetivo não tem medalha
que possa premiá-lo.
Se cada um dos atletas das olimpíadas tem sua história específica de
sofrimentos e superação dos seus próprios limites, cada atleta
paraolímpico carrega uma história de fazer filme para cinema. Existem
aqueles que nasceram com deficiência e aqueles que adquiriram uma
deficiência ao longo da vida. Há atletas com lesão medular,
poliomielite, amputação de pernas e de braços, deficiência visual e
mental.
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